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Maior navio do mundo de combate à poluição chega aos EUA, mas ainda não pode operar

Por Mariana Peccicacco
Da redação

Há mais de dois meses o afundamento de uma plataforma da empresa British Petroleum (BP) vem derramando, ininterruptamente, milhões de litros de petróleo no Golfo do México. A solução para a contenção da mancha de petróleo espalhada pela região poderá, no entanto, estar esbarrando na burocracia americana. A empresa Taiwan Maritime Transportation (TMT), enviou, por conta própria, ao local o A Whale, maior navio coletor de óleo do mundo, porém o início de suas atividades irá depender do bom senso do governo americano, já que a sessão 27 do código de marinha mercante, também conhecido como Jones Act, limita o trafego de navios em águas americanas a uma série de condições para privilegiar os navios e tripulações nacionais nas operações no litoral dos EUA.

“Um desastre em larga escala precisa de uma solução em larga escala” disse Nobu Su, CEO e fundador do grupo TMT, na tentativa de convencer repórteres e engenheiros que acompanham o caso. Com o comprimento equivalente a três campos e meio de futebol e uma altura de um prédio de dez andares, a TMN assegura que o A Whale pode recolher até 500 mil barris de petróleo por dia, o que equivale ao trabalho de todos os recolhedores de óleo que estão atuando na área afetada. Ainda segundo a TMN, o navio faria em uma semana o trabalho que todos os outros navios fizeram em 60 dias.

A capacidade de armazenamento do navio é de 2 milhões de barris, porém ele deverá armazenar “apenas” metade disto. A limitação, garante a empresa, é ambiental. O óleo é retirado da água através de garras implantadas nas laterais do A Whale e de lá é levada para tanques, que separam os dois elementos. O passo seguinte é transferir o óleo para navios menores, o que acabaria por devolver ao oceano parte do óleo já recolhido.



Apesar do otimismo de todos, esta será a primeira vez que o navio será usado em uma escala tão grande. Antes de partir para os Estados Unidos, foram realizados testes bem sucedidos com uma espuma, porém a TMN não sabe como o navio irá responder ao óleo e ao mar agitado.

Com medo de não conseguir a liberação do governo, a TMN contratou, em Washington, uma empresa de propaganda, que fará o contato com os órgãos federais e encabeçará uma campanha para conseguir apoio publico para pressionar o governo.






Fonte: Revista Náutica

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